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MEIADESFEITA

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Oh Valentim , valentim

Lua em Leão - Dia dos Namorados.png

Ah Valentim, Valentim, tão arredio tão longe de mim Sê mais valentão e oferta-me algo Algo tangível, que eu possa tocar com a mão Algo tangível, mimoso e mágico Que me ponha a sonhar com a lua E tu sabes de quem eu gosto, oh se sabes! Aqueles olhos lindos, lindos de cristal Refletem luz e alma, Belos e mágicoso como o arco-íris Como queres que tenha calma? Anda fugida de mim Deixou-me só, neste deserto lunar Essa coisa que me dás,oh valentim, não é lua Sem fases ou luar Oh valentim, qual é a tua? Como eu gostava de nela alunar

lua rose.jpg

Senti um bater de asa

 

Senti um bater de asa, na vidraça

E que graça!

Uma ave airosa, chegou fria

E carente

Dei-lhe abrigo, em meu coração.

E como pulsa meu querer,

De contente,

Imagino-te vistosa

De olhos verdes, atrevidos

Os seios recolhidos,

Ansiando pelo verbo acontecer

E a chuva bate loucamente.

O vento rodopia,

Uiva e pede atenção.

São fortes esses gemidos

De ais ou gritos de alguém,

A quem custa a contenção

Longe, longe

o amor anda em vaivém.

Sozinho, em afagos contigo,

Qual beija-flor, alinhavo versos,

De puro entretém.

Nesta tarde fria,

De vento e chuva que rodopia

Se enternece meu ser,

Ávido de mimos,

A necessitar de se aquecer.

É a saudade,

A recordar-te, com emoção

Algo bate na vidraça,

E que graça,

O vento não traz maldade

Apenas despertou com vivacidade

Uma grata e terna recordação


 

 

Alentejo, terra de borboletas

 

Silêncio e  solidão,

não quero não…

Meu Alentejo, quero teu pão

Minha borboleta, quer dançar

ou voar, na calma de um sonho

Seja Inverno ou Verão

Ofereço-te a luz da planície

A calma

A ilusão,

o sonho,

A dança e a contra-dança

o abraço, feito esperança

Um tango bordado,  na perfeição

O mar está mesmo ao lado,

Aventura madura

Um consolo,

Vamos à bolina.

A vela te espera,

com jeito e bem segura.

A caravela navega,

Barca bela, de seda fina

Sonho lindo,

E o mar está bem lavrado

O luar move-se, meu aliado

Ilumina-te a alma, de meiguice

Sol e lua, o amor em teu lado

Que belo o ninho, já o disse

Meu afago doce, de ternura

Sinto carinho, sol em teu olhar

 

A noite corre, em mansidão

Miro a beleza terna e a alvura

Beijo o luar em teu coração

Minha mão, tua alma segura

Este é o canto, de puro encanto

Oh Alentejo da doce ventura

Nos dás o pão, nós o coração

doce troca, no forno de cozedura

 


 

 

 


Luz, sol e lua...na fonte viva, alma minha, alma tua

 

 

 

Dia e noite

Noite e dia

Ou à hora do meio-dia

revivo, bem acordado,

Divago…

Recordo a cor do sol

E aquela fonte viva,

Paraíso de mil cores

Raro lugar, para amores

Nela, dos calores te libertei

E dos amores, delirei

Teu rosto iluminado

Me via, esperançado,

Abençoado com teu olhar.

As almas pairando,

Como se acariciando

A natureza em redor

Observava com bonomia

O carinho que via

Naquele dar-se de amor

Cantava a fonte e dizia:

- De amor, sei que vos amais!

Limpai vossos temores,

Esquecei vossos horrores

Esquecei os rumores

de quem mal  vivia,

Vede o amor dos pardais!

Na árvore defronte,

Abalaram os demais

Nos abraçámos os dois

Com o aplauso dos pardais.

As carícias vieram depois

E que dizer de teus ais?

Naquela fonte que te lavou

As cores ao redor, tudo pasmou

Com tanta formosura tua

com o mel de teu olhar, fascinando

tanta candura  e formosura tua

Mais ninguém se dessedentou

A não ser o sol e a lua

a luz a  vai iluminando

alma minha, alma tua

 

 

 

 

O véu da melancolia

 

Em teus olhos claros de mel

 

Cobicei ternura e carinho

 

Bati a tua janela, para entrar

 

Senti tu em mim, a aliciar

 

Osmose de desejos, no ninho

 

 

Corpos em união, sem papel

 

Senti teus húmidos lábios

 

Amar, amar como os sábios

 

Em teus olhos claros, volúpia

 

 

 

Teus ais doces como pastel

 

De Belém, a canela a estalar

 

As línguas a tocar-se no céu,

 

Puro amor, mar e harmonia,

 

Sábia de amor e seus segredos.

 

Mas veio a nuvem e seu véu

 

Sofro de dores de melancolia

 

Sonho com teu seio, ao léu

 

Fruto divino, em meus dedos

 

 

 

 

 

Quero beijar a lua

 

 

 

Na Estrela, pura e bela
Junto do sol e da lua
Abro minha janela
 
Mirando por cima das nuvens, fascinante...
Ora céu azul, ora teu olhar claro
 
Ouvindo, num cantar radiante
Melodias de colibri….
e como eu gosto de ti,
melodia que balanceia
 
Sinto a envolvência do luar,
a seduzir,
ou o teu olhar a reflectir…
lua cheia,
 
 
                                        
Teu corpo é divino
Vou pintar-te na tela
E eu adivinho teu ninho,
num afagar de carícias,
navegar em tua caravela
 
 
Com sorriso nada avaro,
Entro em teu olhar claro,
 
Na Estrela, pura e bela
Junto do sol e da lua
Sorte a minha, sorte a tua
Largo meu barco à vela
 
Vou cuidar das colmeias,
 das abelhas e do mel,
para provar ao luar...
sedutor,
em dias de encantos,
certos olhos beijar, ou cantar
entre versos e delícias,
ouvir o rumor do mar
e teus pés beijar,
 
com a espuma a enrolar
Sorte a minha, sorte a tua
o mar a namorar

Quero beijar a lua

Teu querer tira-me os olhos do chão

 

  

 

Teu querer 

 

Tira-me os olhos do chão

 

 

 
Imagem sedutora cheia de atracção
 
Olho comovido, meu sonho de vida
 
Beijo teus pés, minha musa querida
 
Procurar tua luz, é minha inclinação
 
 
 
Teu querer, tira-me os olhos do chão
 
 
 
Viro-me para o céu buscando o luar
 
Sinto na pele uma leve brisa sensual
 
Sopram do sul tons ternos, a cativar
 
Cheiros silvestres, odores do natural
 
Procurar tua luz, é minha inclinação
 
 

 

 

Busco calor, para meus frios deixar
 
Aqueço-me em teu luar, minha luz
 
Todo meu ser rejubila, a adivinhar
 
A ilusão a que teu amor me conduz
 
 
                                                                                            
Teu querer, tira-me os olhos do chão
 
 
 
Beijo teus pés, minha musa querida
 
Procurar tua luz, é minha inclinação
 
 Adoro teu olhar, meu sonho de vida
 
Quero merecer-te, em total dedicação
 
 
 
Teu querer, tira-me os olhos do chão
 
 
 
 

 

 

Amores e humores

 

Vida e talento, por Deus ofertado

 

Coração que sente, vida da gente

 

Dádiva pura, chegou destreinado

 

 

 

Pulsa de vida, batendo bem forte

 

Cansado com dores, descuidado

 

Ora apressado, a rir emocionado

 

Ou irritado, a pressentir desnorte

 

 

 

Bate, bate, bate forte, bem ritmado

 

coração de dor, ou querer de amor

 

O homem nasceu pouco avisado

 

O amor  trafica direitos de autor

 

 

 

ESPUMA NA AREIA

 

 
Ditosa flor,
 
de fino aroma
 

sensual
humor
 
leve, feita pluma 


Em teu olhar fino
 
na luz, delicado

Sigo um destino

leve e perfumado


Enseada em reboliço,
 
Tu és onda, eu espuma

me sinto um castiço,

a paixão  se avoluma


 Doce rebentação,

 par
de par em par
 
 aparente ebulição

Tu a onda,
eu o mar


Espuma na areia

A enrolar
 
Onda que volteia
 
Ouve seu murmurar



A espuma a abrir,
 
a onda a sorrir

Que belo o mar,
 
nesse beijar
 
 
onda de espuma
 
sensual  pluma
 
que belo o mar
 
em suave namorar
 
 
 
O mar em reboliço
 
onda e espuma,
 
belo fado castiço
 
 

 

 

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