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MEIADESFEITA

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Meu lírio roxo do campo

 

 

 

 

Eu te amo tanto, tanto

 

que a cada amanhecer,

 

é um novo encanto,

 

lírio puro e santo,

 

que planto por querer

 

 

 

Amanhecer com encanto lírico

 

Cuidando as flores, em teu olhar

 

Regando cada recanto em delírio

 

Oh  lírio puro, tremo em te tocar

 

E beijo a seda de teu seio idílico

 

 

 

pinto trovas, com a lua a raiar

 

em ti musa e sereia, puro encanto

 

raro enlevo no amor que planto

 

Aromas de lírio, eterno cortejar

 

de  rubras cerejas te vou coroar

 

Linda tela, com dotes de feitiço

 

Tu, enfeitada, acreditas nisso?

 

 

 

Oh Beja distante, aí plantei meu querer

 

No encanto de fruta colhida a namorar

 

  Cerejas maduras, teus brincos a brilhar 

 

 Vida  saborosa, com eterno amanhecer

 

 

 

 

 

 

Alentejo, terra de borboletas

 

Silêncio e  solidão,

não quero não…

Meu Alentejo, quero teu pão

Minha borboleta, quer dançar

ou voar, na calma de um sonho

Seja Inverno ou Verão

Ofereço-te a luz da planície

A calma

A ilusão,

o sonho,

A dança e a contra-dança

o abraço, feito esperança

Um tango bordado,  na perfeição

O mar está mesmo ao lado,

Aventura madura

Um consolo,

Vamos à bolina.

A vela te espera,

com jeito e bem segura.

A caravela navega,

Barca bela, de seda fina

Sonho lindo,

E o mar está bem lavrado

O luar move-se, meu aliado

Ilumina-te a alma, de meiguice

Sol e lua, o amor em teu lado

Que belo o ninho, já o disse

Meu afago doce, de ternura

Sinto carinho, sol em teu olhar

 

A noite corre, em mansidão

Miro a beleza terna e a alvura

Beijo o luar em teu coração

Minha mão, tua alma segura

Este é o canto, de puro encanto

Oh Alentejo da doce ventura

Nos dás o pão, nós o coração

doce troca, no forno de cozedura

 


 

 

 


Poema do insólito

 

 

 

 

No silêncio da noite

Só, mas não só,

insólito

Divagava e recordava,

Amava,

na solidão

Contigo entretido,

Larguei um gemido.

 

No silêncio da noite,

de amores perdido,

egoísta,

ciumava

contigo distante

Ciumava,

na solidão

contigo confundido

 

No silêncio da noite,

roído de desejo

teu beijo esperava

e para teus olhos olhava,

sonâmbulo,

no instante

contigo suspirava

 

No silêncio da noite

Um beijo me deste

bem ardente

Sonhava, sonhava

Adormeci , só,

mas não só,

com esse carinho

 

No silêncio da noite

O amor se consumava

Ardente,

entretido contigo

Sentia teu olhar felino

Ronronava

 

Insólito

 

 

 

 

Meu cherry...

 

Minha cereja divina,

de tão sensual


Por fora rubra,

cheia de louca paixão


Por dentro, um cherry  de licor
Não sei se o meu se o teu amor,

natural
Eu imagino e sinto-me em ti,
teu amor
ou teu licor?

 

Meu botão de estimação

Minha fruta madura, encarnada

Teu toque, tua leveza,

 

ao natural

 

Teu ser,

minha bebida espiritual

Toco a cereja, com o labio e a mão

Sinto o fragor

a doce tentação

 

Estou à procura de licor, sensual

Mordo ou não?

 


 

 

 

 

Tua vida bordada na minha

 

  

 

 

A ternura bordada em vida minha

 

Tão meiga e linda, cheia de doçura

 

Leva-me a beijar a delicada linha

 

Da musa e fada  que fez a costura

 

 

Vidas bordadas em linha de seda

 

Pano e linha, unidos na perfeição

 

Projectos comuns vividos, oh fada

 

Realidade e sonho, vidas em união

 

 

Sentir tua linha, em mim bordada

 

Sinto-me abrigo, de teu bem querer

 

clara luz, a iluminar nossa jornada

 

tua cálida meiguice hei-de merecer

 

 

Bordaste em mim, amor e carinho

 

O coração cintila, de pura gratidão

 

O pano que cozeste oferta o ninho

 

Venha a linha, casar com o botão

 

 

 

 

Mãe, recordação com emoção

 

 

 

 

 

                                                                                       Mãe, agora saudade,recordação pura
 

outrora carinho, dedicação, tudo dado

 

Te foste da vida, tão cedo, coisa dura

 

Ainda tenho medo, estou ainda gelado

 

 

Mulher e mãe, uma grata criação divina,

 

Vos superais em cada acto, em amor

 

Forte, corajosa, mesmo a pequenina

 

Dádiva maternal, mais bela que a flor

 

 

Em segredo, digo à minha que a adoro

 

Todos a temos ou tivemos, um consolo

 

A minha é recordação, por isso choro

 

 

Grata recordação e com pertinência

 

Vou tentar ser o homem que querias

 

correcto e amável, justo na convivência

 

 

 

 

 

 

 

Luz, sol e lua...na fonte viva, alma minha, alma tua

 

 

 

Dia e noite

Noite e dia

Ou à hora do meio-dia

revivo, bem acordado,

Divago…

Recordo a cor do sol

E aquela fonte viva,

Paraíso de mil cores

Raro lugar, para amores

Nela, dos calores te libertei

E dos amores, delirei

Teu rosto iluminado

Me via, esperançado,

Abençoado com teu olhar.

As almas pairando,

Como se acariciando

A natureza em redor

Observava com bonomia

O carinho que via

Naquele dar-se de amor

Cantava a fonte e dizia:

- De amor, sei que vos amais!

Limpai vossos temores,

Esquecei vossos horrores

Esquecei os rumores

de quem mal  vivia,

Vede o amor dos pardais!

Na árvore defronte,

Abalaram os demais

Nos abraçámos os dois

Com o aplauso dos pardais.

As carícias vieram depois

E que dizer de teus ais?

Naquela fonte que te lavou

As cores ao redor, tudo pasmou

Com tanta formosura tua

com o mel de teu olhar, fascinando

tanta candura  e formosura tua

Mais ninguém se dessedentou

A não ser o sol e a lua

a luz a  vai iluminando

alma minha, alma tua

 

 

 

 

O véu da melancolia

 

Em teus olhos claros de mel

 

Cobicei ternura e carinho

 

Bati a tua janela, para entrar

 

Senti tu em mim, a aliciar

 

Osmose de desejos, no ninho

 

 

Corpos em união, sem papel

 

Senti teus húmidos lábios

 

Amar, amar como os sábios

 

Em teus olhos claros, volúpia

 

 

 

Teus ais doces como pastel

 

De Belém, a canela a estalar

 

As línguas a tocar-se no céu,

 

Puro amor, mar e harmonia,

 

Sábia de amor e seus segredos.

 

Mas veio a nuvem e seu véu

 

Sofro de dores de melancolia

 

Sonho com teu seio, ao léu

 

Fruto divino, em meus dedos

 

 

 

 

 

Fado do marialva

 

 

Tua alma é meu farol
 
A minha, pede o além
 
Goza bem teu entretém
 
 
 
Viste outros olhos, ilusões de mirar
 
Fazes alusões a nadas como âncora
 
Logro volátil, ao marialva endeusar

 O belo caduca, na treta da metáfora
 
 
 
Perdição repetida, nas vãs quimeras
 
Dorida sorte vejo em tal miragem

deixaste de ser a alma pura que eras..
.
 
 
 
Luar e mar, mal cuidaram do amor

enganados por farsas de um estupor

hipotecaste a alma pura que eras
 
 
 
Na fonte de Beja, lava esse rosto
 
Limpa-te, segue Pilatos num nada
 
Segue teu caminho, sem desgosto
 
Almas traídas, ilusão de uma risada
 
 
 
Tu alma é meu farol
 
A minha, pede o além
 
Goza bem teu entretém
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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