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MEIADESFEITA

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Luz, sol e lua...na fonte viva, alma minha, alma tua

 

 

 

Dia e noite

Noite e dia

Ou à hora do meio-dia

revivo, bem acordado,

Divago…

Recordo a cor do sol

E aquela fonte viva,

Paraíso de mil cores

Raro lugar, para amores

Nela, dos calores te libertei

E dos amores, delirei

Teu rosto iluminado

Me via, esperançado,

Abençoado com teu olhar.

As almas pairando,

Como se acariciando

A natureza em redor

Observava com bonomia

O carinho que via

Naquele dar-se de amor

Cantava a fonte e dizia:

- De amor, sei que vos amais!

Limpai vossos temores,

Esquecei vossos horrores

Esquecei os rumores

de quem mal  vivia,

Vede o amor dos pardais!

Na árvore defronte,

Abalaram os demais

Nos abraçámos os dois

Com o aplauso dos pardais.

As carícias vieram depois

E que dizer de teus ais?

Naquela fonte que te lavou

As cores ao redor, tudo pasmou

Com tanta formosura tua

com o mel de teu olhar, fascinando

tanta candura  e formosura tua

Mais ninguém se dessedentou

A não ser o sol e a lua

a luz a  vai iluminando

alma minha, alma tua

 

 

 

 

O véu da melancolia

 

Em teus olhos claros de mel

 

Cobicei ternura e carinho

 

Bati a tua janela, para entrar

 

Senti tu em mim, a aliciar

 

Osmose de desejos, no ninho

 

 

Corpos em união, sem papel

 

Senti teus húmidos lábios

 

Amar, amar como os sábios

 

Em teus olhos claros, volúpia

 

 

 

Teus ais doces como pastel

 

De Belém, a canela a estalar

 

As línguas a tocar-se no céu,

 

Puro amor, mar e harmonia,

 

Sábia de amor e seus segredos.

 

Mas veio a nuvem e seu véu

 

Sofro de dores de melancolia

 

Sonho com teu seio, ao léu

 

Fruto divino, em meus dedos

 

 

 

 

 

Fado do marialva

 

 

Tua alma é meu farol
 
A minha, pede o além
 
Goza bem teu entretém
 
 
 
Viste outros olhos, ilusões de mirar
 
Fazes alusões a nadas como âncora
 
Logro volátil, ao marialva endeusar

 O belo caduca, na treta da metáfora
 
 
 
Perdição repetida, nas vãs quimeras
 
Dorida sorte vejo em tal miragem

deixaste de ser a alma pura que eras..
.
 
 
 
Luar e mar, mal cuidaram do amor

enganados por farsas de um estupor

hipotecaste a alma pura que eras
 
 
 
Na fonte de Beja, lava esse rosto
 
Limpa-te, segue Pilatos num nada
 
Segue teu caminho, sem desgosto
 
Almas traídas, ilusão de uma risada
 
 
 
Tu alma é meu farol
 
A minha, pede o além
 
Goza bem teu entretém
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Este é o Abril que se herdou

 

 

De Abril, o cravo vibrante murchou

 

Vítima de elites ocas,  bem falantes

 

O Homem sonhado logo se eclipsou

 

dobrado por astros bem farsantes

 

 

 

As elites hipócritas, se revezaram

 

Nos slogans de paraísos factuais

 

Rostos de rico creme, nos iludiram

 

Ensebados para as tevês imorais

 

 

 

Os afortunados da sorte, com capital

 

Ou os lacaios políticos, aldrabões

 

Desfolharam o cravo rubro, imortal

 

Pétalas no chão, aos trambolhões

 

 

 

 

 

 

 

Menina catita

 

 

Bordada a oiro, pela lua

Linhas suaves, atraentes

Brincas na rua,

Moça catita

Rara como as aves migrantes

Entre as rosas delicadas

Bela e catita

Olhem como vai bonita

Figura  doce e vistosa

Tela em pastel brilhante

Brincas na rua, airosa

Filigrana feita gente

Pose de modelo elegante

Das flores, a mais vistosa

Menina bonita

Olhem como vai a rosa

 

Ai os olhos, um sol de ternura!

Chamam por mim, será o luar?

Borboleta de azul, lindo enfim

Cintura fina, mulher madura

Sinto seu coração a pulsar

Sigo esse cheiro a jasmim

Bela e catita

Olhem como vai bonita

 

 

 

 

Mulher poema

 

 

 

Meu paraíso de  Maio, verde Maio

 

Em Junho perfumado, belo aroma

 

Os pássaros a cantar, a luz a abrir,

 

Oh luar da planície alentejana,

 

 

 

Idílicas noites, oh ponte do guadiana

 

Sabores, aromas de emoção,

 

Mulher  poema

 

 

 

Quero pedir aos deuses, perdão

 

 

 

provoquei geadas em seu coração

 

Mas Serei merecedor de capital pena?

 

Sabores, aromas de emoção

 

Mulher poema, por ti tudo vale a pena

 

 

 

 

 

 

Quero beijar a lua

 

 

 

Na Estrela, pura e bela
Junto do sol e da lua
Abro minha janela
 
Mirando por cima das nuvens, fascinante...
Ora céu azul, ora teu olhar claro
 
Ouvindo, num cantar radiante
Melodias de colibri….
e como eu gosto de ti,
melodia que balanceia
 
Sinto a envolvência do luar,
a seduzir,
ou o teu olhar a reflectir…
lua cheia,
 
 
                                        
Teu corpo é divino
Vou pintar-te na tela
E eu adivinho teu ninho,
num afagar de carícias,
navegar em tua caravela
 
 
Com sorriso nada avaro,
Entro em teu olhar claro,
 
Na Estrela, pura e bela
Junto do sol e da lua
Sorte a minha, sorte a tua
Largo meu barco à vela
 
Vou cuidar das colmeias,
 das abelhas e do mel,
para provar ao luar...
sedutor,
em dias de encantos,
certos olhos beijar, ou cantar
entre versos e delícias,
ouvir o rumor do mar
e teus pés beijar,
 
com a espuma a enrolar
Sorte a minha, sorte a tua
o mar a namorar

Quero beijar a lua

Teu querer tira-me os olhos do chão

 

  

 

Teu querer 

 

Tira-me os olhos do chão

 

 

 
Imagem sedutora cheia de atracção
 
Olho comovido, meu sonho de vida
 
Beijo teus pés, minha musa querida
 
Procurar tua luz, é minha inclinação
 
 
 
Teu querer, tira-me os olhos do chão
 
 
 
Viro-me para o céu buscando o luar
 
Sinto na pele uma leve brisa sensual
 
Sopram do sul tons ternos, a cativar
 
Cheiros silvestres, odores do natural
 
Procurar tua luz, é minha inclinação
 
 

 

 

Busco calor, para meus frios deixar
 
Aqueço-me em teu luar, minha luz
 
Todo meu ser rejubila, a adivinhar
 
A ilusão a que teu amor me conduz
 
 
                                                                                            
Teu querer, tira-me os olhos do chão
 
 
 
Beijo teus pés, minha musa querida
 
Procurar tua luz, é minha inclinação
 
 Adoro teu olhar, meu sonho de vida
 
Quero merecer-te, em total dedicação
 
 
 
Teu querer, tira-me os olhos do chão
 
 
 
 

 

 

Calçada portuguesa

 

Ruas e calçadas, retocadas

Vidas,
 
lágrimas derramadas

Gritos,
 
de peito meu



flores tristes,desmaiadas

calçadas não enfeitadas

Dores,
 
de quem sofreu



Almas doridas,enganadas

pedras duras,
 
marteladas

acasos,
 
o pobre gemeu



Mas Deus se condoeu...



Vista aguada, lágrimas secou

Trovões,
 
gritos acalmou

corações feridos coseu



A vida continuou...



Mais Calçadas,
 
vidas
 
complicadas

Pedras polidas,
 
ordenadas

Dores malvadas



O Sonho  se perdeu,..
 
 
 
 
 

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