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MEIADESFEITA

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)

Ave Cesar

Este trovador que se tem por sedutor

andou por terras da beira ou não

e , como César, atravessou o Rubicão

mas não venceu não...foi vencido

por falta de arte,

 ou por não estar ungido

pelas favores da lua.

Mas o trovador não desistiu não

Vai voltar ao Rubicão

tentar a sorte,

não seja ele poeta do norte

E como César, meu grito de amor:

Veni, vidi, vincit

Que doce sabor, o do amor

mesmo idealizado,

ou nas mãos do fado

Onde estás, minha memória?

 

Piadas de Carnaval...só para rir "chorar não vale, pois estamos no Carnaval"

Desde tempos imemoriais, que o povo folião

Desafoga em rimas duras a colectiva depressão

 

Olha o politico encapuçado, o Jardim

Ou o encapuçado politico, socrático

Todos nos fazem sorrir e rir, enfim

 

Até o Zé povinho tomou ar seráfico

 O manguito não convém, é ruim

E o braço se quebrou, sem médico

 

 

Olha o político, o alegre trovador

Tão consequente e altaneiro

Juntou a reforma da rádio, por inteiro

Ao oficio de (re)putado legislador

 

(Tantos dias…23…suou e labutou

Que em 36 anos se transformou

Sendo exemplo impoluto e sério

De justo reformado, sem mistério)

 

Mas maior exemplo, de louvar

É o dos competentes banqueiros

Do banco da Nação, heróis de Portugal

Ganham um pobre ordenado, mensal

Como é desgastante, em tal mar labutar

Em poucos anos já se podem reformar

Heróis do mar, nação valente, imortal

 

Vale a pena falar da Cp, da Refer

Ou dos engenheiros da linha do desnorte?

Vale mais esperar, dê o que der, são manias

Há TGV a chegar, outras campanhas

para levantar de novo  esplendorosas vias 

Com muita troca de cadeiras, seu forte

Muitos milhões no bolso, de ocasião

 Cumprindo a proverbial legislação

Que aquela gente não é para manhas

Os carris chegarão ou não à estação

 

 

 

 

 

Lá pelo Tua, um comboio se desviou

Do caminho que  sábio engendrou

Pelo que não há culpas para ninguém:

A máquina  foi pescar, como convém

Quem se perdeu, nalguma se meteu

Como os  pescadores da Nazaré…

Que se perderam com a maré

Ou o pobre ferido de Odemira

Que ficou na roleta do mete e tira

Sobre a terra, sobre o mar

gente que se perdeu, alguém marchou?

 

S. Valentim

Ai Valentim, Valentim...santo usurário

Enganas os namorados, com astúcia

Assaltas com ilusões seu sacrário,

Recheado de sentimentos e juras

E trocas o real e o imaginário

Por modas e moedas de Judas

 

É tal a tua manha ou troça

Que até o D.Juan safado

manda um cartão à moça

Cheio de  lisonja, cantado

Cobiçando carne roliça

 

O mercador, grande guloso

tudo dispôs com toda a finura

A moça ou  moço, zeloso

Largou o que tinha sem fartura

E ofertou  alegre e  cuidadoso

Algo diferente, com formosura

A seu ser querido, ditoso

 

Assim, em plena aldeia global

Valentim, mercador e televisão

Montaram negócio, mundial

Depenando quem ama ao tostão

E ninguem vê nisto qualquer mal

Viva o Valentim valentão

e este marketing sem igual

Até parece que tal opinião

é tão velha como Portugal

 

Mas, se calhar, eu falo assim

porque não tenho a quem ofertar

nem um cartaozito que fiz. Enfim...

Feitiço de olho verde

 

 


                                                                   Juliana, a feiticeira

Ola flor de mil cores
Flor carnivora de meus versos
Me penetras por dentro com teu olhar
Te procuro invadir, em teu altar
Mas não sei com que artes e sorte
Tuas carnes, tuas virtudes
Me seduzem, me enganam
Escorregam de mim e sou forte
Estou enfeitiçado de morte
Mas não temo por minha sorte

Por minha musa, por minha amada
Por minha Juliana
Conquistarei a Taprobana
e hei-de cantar vitória
entrando por seu sertão
Assim me ajude a viril...inspiração
...de cantador de versos

o Aborto em referendo

Todo um povo conhece e sente

o aborto como algo doloroso

para quem o faz, perigoso

Se feito em segredo, se consente

Se for publico,  ilegal e indecente

 

Esta maneira de reagir,hipócrita

provoca a clandestinidade

e oculta a verdade

 

A rica, se desloca à Andaluzia

onde em clínicas arejadas,

aborta sem dificuldade...

Agora, se  esconde na hipocrisia,

votando "não" e escondendo a verdade

com  a sua falsa moralidade

da sociedade cega, fingida

 

O aborto é algo duro, inconveniente

Mas para a mulher em dificuldade

Se defende a não penalidade

E a ajuda  médica,  sapiente

Que impeça  a morte indevida

de qualquer mulher dorida

ou perdida, nas agruras da vida

 

Eu fui pelo sim,

mas valha a verdade

Preferia que não houvesse necessidade...

 

 

 

Tentações

 

 
 
 
Em teu olhar, uma chispa de desejo

Porque te mortificas?Eu lampejo,

em teu corpo,
 
uma chispa de paixão...

Um corpo que quer amar e abarcar

alguém,
 
com carinho e devoção
 
 
 
Museu Nacional de Arte Antiga
 
(A visitar..sente-se tentado?.)
 
 
 
Tentações de Santo Antão
 
 

Repara bem, fonte das tentações

Me tentas, a todas as horas,

Com tua atracção madura, quente

A gente ainda é gente...
 
Mas onde moras?

Estas palavras não são de circunstância

São sentidas, aguas bebidas de tua fonte

Não te escondas...
 
deixa jorrar a água quente

A água de tua essência,
 
mulher incandescente
 
Mulher emoção...minha tentação

Grandes portugueses

Homens e mulheres, filhos de Maio

o de Paris...

tomaram como suas as dores do mundo

quiseram-no mudar a fundo,

com amor e horror às guerras

procurando a verdade...

deveras

 

Num penoso caminhar

De lutas, revoluções

e retracções...

 

Alguém tortuoso, julgando-se espirituoso...

Indagou do português mais português...

 

Espanto...

o mundo virado do avesso

Esperavam algum Marocas ou Balsemocas

 

Saíu o Salazar, mais o seu par Cunhal

Ambos puros, politicos ao natural

Puros e brutos...

mas transparentes

e consequentes

 

Porque terá sido?

Parece que ninguem gosta dos politicos de agora...

Será por ausência de coluna?

Será por não saberem o que é hombridade

Nem autenticidade com verdade?

Semearam ventos...colheram tempestades

Vão ficar à mostra suas viciosidades..

E suas peles de cobra...

é obra

A verdade está nua...ningúem a carrega às costas

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