Este é um espaço de temática aberta, conforme a inspiração do dia (Todos os direitos dos poemas são reservados por direitos de autor)
Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Virtualidades

Amizade virtual é amizade real
no instante e na circunstância
de um momento
de um (des)alento
de um (des)conforto
de um (des)afecto
é abraço de criança
rápido e fugaz

conta como um ombro
ou assombro,
visando o bem fraterno,
a paz,
um aconchego interior,
uma motivação
Tanto faz


É energia ou motivação
sorriso puro,

mesmo que fugaz
Um elo de libertação

Tanto faz 



meiadesfeita meiadesfeita às 16:34
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Domingo, 9 de Maio de 2010
Gosto de tudo em ti

 

 

Gosto de tudo, em ti

 

Em teu pensamento, tua essência,

 

teu tormento,

 

em tua clarividência

 

 

 

Gosto de tudo, em ti

 

Teu olhar, tua transparência

 

Teu sorrir,

 

Em tua doce essência

 

 

 

Gosto de tudo, em ti

 

Em teu charme, tua evidência

 

Tua atracção,

 

Em tua cálida aparência

 

 

 

Gosto de tudo, em ti

 

Rosa perfumada, em elegância

 

O belo assumido

 

Em tua rara dormência

  


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meiadesfeita meiadesfeita às 15:00
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Terça-feira, 16 de Março de 2010
Oh Primavera

 

 

 

 

Dias e dias, sem inspiração
 
Nem com asas para voar,
 
tolhido por chuvas, frios e ventanias
 
Puro acaso ou ocaso, no imaginar?
 
A mente enredada, enrodilhada
 
Nos labirintos do viver.
 
Desenlaça, desenlaça
 
Tua beleza não ganha traça
 
e teu corpinho brilha, brilha...
 
desperto e atiradiço, no conviver,
 
pronto para largar a camisa,
 
Oh que graça,
 
A lua voltou a crescer!
 
Como eu  desejo,
 
feito colibri e com um beijo,
 
depositar vida e ternura,
 
na tua adorável mão.
 
Este passarinho a debicar
 
de sentidos bem despertos,
 
ansiosos pela tua cálida brisa,
 
forte no apelo, na sedução
 
A primavera vai aparecer,
 
tu, mulher e donzela, tão bela!
 
Fá-la acontecer...
 
 
 
 
 
 


meiadesfeita meiadesfeita às 21:10
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010
Mulher e menina

   

 

 

Sinto-me outro,  em teu olhar claro
 
 
E gozo de teu sorriso nada avaro
 
 
És mulher e menina, frágil e linda
 
 
De coração doce, uma rosa florindo,
 
 
Em gestos ternos, de vera doçura!
 
 
Me alicia teu ser, belo e bem integro.
 
 
Musa de crítica fina, na candura
 
 
Alivias minha alma, não raro impura…
 
 
Contigo, quero ser eu,  ir sorrindo
 
 
A olhar teu jardim, mulher madura
 
 
 
 
 
 
 
 

tags: ,

meiadesfeita meiadesfeita às 21:02
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
....entre garotos deputados e deputados garotos, acolitados por jornalistas agarotados, a pátria vai a enterrar!...

 

Desde o tempo dos romanos - e salientando que o direito romano é um dos fundamentos da nossa civilização - que se diz "Dura lex sed Lex",

 expressão que está no topo de todos os palácios de justiça. À justiça o que é da justiça, à política o que é da política…ou a César o que é de

 César. E a política e os media não podiam ser mais porcos, no seu todo, incluindo a maior parte da casta dos jornalistas, a fazerem-se de juízes

em causa própria e a defenderem-se uns aos outros, de forma encarniçada, tipo cães Rotweiler, construindo mundos artificiais de suposições, a

que depois chamam notícias, reportagens ou investigações, sem isenção, tomando notoriamente partido, sem distância em relação às coisas e

 com uma fixação nas escutas que até arrepia. Esta corja de incompetentes e mal formados, quer de políticos, quer de jornalistas, nem se lembra

 do horror da bufaria do tempo da pide. E as escutas são piores que os bufos. O espectáculo triste do Mário Crespo na Comissão Parlamentar, a

mostrar uma t´shirt com dizeres pessoais, a pavonear-se, parecendo uma qualquer "cadela de hollywood", a distribuir fotocópias aos deputados,

 no maior "à vontade", como se estivesse na sua casa de banho e não na casa mãe da democracia, foi degradante e demonstrativo do tipo de

jornalistas que temos, iguais aos políticos, na ausência de critério, proporção, hombridade, formação e estatura pessoal, humana e civilizacional.

 Em qualquer país organizado, o senhor  Mario Crespo sentava-se quando isso lhe fosse indicado, saía quando o presidente da comissão o

dispensasse e só levantava o cú, com autorização. Assim, naquela bagunça e anarquia, entre garotos deputados e deputados garotos, as

misérias de um Portugal fedendo a podre, ficaram bem expostas. Calai-vos políticos e jornalistas! Ao menos respeitem o enterro da pátria!

 

 

 

 

 


sinto-me: com nauseas

meiadesfeita meiadesfeita às 21:38
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Sonhei alto

 

 

 

 

 

Novo ano virá

 

 

Limpei amarras, derrubei muros

 

 

Sonhei alto, caí como um tordo

 

 

Carreguei pesos, que nem um burro,

 

 

Fardos de dor, ofertas da vida…

 

 

Subi altas escadas, desci-as com estilo…

 

 

De cara ao vento, comi o sofrimento.

 

 

Lavei a escadaria...e de queixas, nada há...

 


Venho plantar rosas, para somar à rosa que és...

 


tu cuidas do jardim, eu beijo-te os pés.

 


Quanto ao mais, o amor resolverá.

 

 

 

Feliz Natal

 

 

 

 

 

 


sinto-me: reflexivo e com esperança
música: Pedra filosofal

meiadesfeita meiadesfeita às 18:09
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009
Vida vai, vida vem...

 

 

Vida vai

Vida vem

Vagueio comigo, em desalinho

À procura do tudo ou do nada

Quero encher o copo ,

Me agrada

Farto de metades

O meio-cheio

Ou meio vazio

A vida corre e eu caminho

Por entre veredas silvestres

Ou agrestes,

Por entre tons escuros,

Bem duros

Vagueio comigo, em desalinho

Em voltas e volteios,

ou devaneios

Fora do bando, sozinho

Num raro vai e vem

A vida corre, nesta aldeia

meio linda,

meio feia

A vida corre e eu caminho

quero  mel da colmeia

A vida corre nesta aldeia

Meio linda

Meio feia,

Quero  mel da colmeia

Vida vai

Vida vem

Corre a vida e eu caminho

Por entre veredas silvestres

Ou agrestes

Deste Alentejo, porém

Adornado de afabilidade

Em rara beleza

Pura paisagem dormente, fria

Carregada de melancolia

Terna, agreste na pureza

Quero encher o copo,

O vinho me agrada

Alentejo simples, belo e frugal

Remansos, do velho Portugal

Grande, grande, só a auto-via

Nesta paisagem agreste, fria

Vida vai

Vida vem

 

E quem vier, venha por bem

Com  integridade e pureza

Plena e sem metades

Ou então, não quero mel, não!

 


sinto-me: assapado
música: Alentejo, Alentejo...terra sagrada do pão

meiadesfeita meiadesfeita às 16:53
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Senti um bater de asa

 

Senti um bater de asa, na vidraça

E que graça!

Uma ave airosa, chegou fria

E carente

Dei-lhe abrigo, em meu coração.

E como pulsa meu querer,

De contente,

Imagino-te vistosa

De olhos verdes, atrevidos

Os seios recolhidos,

Ansiando pelo verbo acontecer

E a chuva bate loucamente.

O vento rodopia,

Uiva e pede atenção.

São fortes esses gemidos

De ais ou gritos de alguém,

A quem custa a contenção

Longe, longe

o amor anda em vaivém.

Sozinho, em afagos contigo,

Qual beija-flor, alinhavo versos,

De puro entretém.

Nesta tarde fria,

De vento e chuva que rodopia

Se enternece meu ser,

Ávido de mimos,

A necessitar de se aquecer.

É a saudade,

A recordar-te, com emoção

Algo bate na vidraça,

E que graça,

O vento não traz maldade

Apenas despertou com vivacidade

Uma grata e terna recordação


 

 



meiadesfeita meiadesfeita às 17:08
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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
2009 ou Big brother e o triunfo dos porcos

 

 

 

Vivemos momentos de confusão,

Num país ingovernável,

Como dizia Estrabão…

 

Nem se governam,

nem se deixam governar…

 

Tudo espreitam , tudo boicotam,

Onde é que o país vai chegar?

 

Bufos aos milhares, curiosos

Ouvem tudo, espiam à descarada…

E depois, os amigos publicam…

Oh que sociedade desvairada!

Juízes, feitos inquisitores

Polícias e jornalistas,

Na lista dos espiadores,

Em mútua troca de favores,

Parecem monges copistas

Às vezes caluniadores…

 

Nem a PIDE

Se serviu de bufos doutores

ou comentadores e comendadores

A escancarar alcovas ocultas

Carregados de hipócritas pudores

 

E os políticos, todos aprumados,

Passam incólumes,

Montam esquemas atrás de esquemas,

Os excelentissimos  coitados

 

Inquisição, Pide e Nova Inquirição

Tudo a refogar, no mesmo taxo

O país anda perdido,

aos pepinos

Desde Braga ao Cartaxo

O herói é aldrabão

Qualquer dia é tudo arguido

Viva este reino de Estrabão

Este Portugal dos pequeninos

O reino da podridão

   



meiadesfeita meiadesfeita às 22:42
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Adamastor, esse monstro do ciúme

 

 

Adamastor,

esse monstro imaginado

Errante,

em terras de todo o mundo,

Presente

Impaciente e bruto,

Asfixiante

pela desconfiança,

Atordoante,

Ou pela não crença,

Ignorante …

 

Adamastor,

Esse monstro feito ciúme

Apavorante,

Amigo do desamor,

Provocante

Terramoto destruidor,

Dilacerante

E causa de muita dor

Fulminante

A cura não a sabe o doutor

Determinante

 

Mas o amor, esse sábio

Inconsciente,

Em terras de todo o mundo

Presente

O coração, o olhar cálido e doce

Sente e pressente,

Na linda  dama ou no vagabundo

Puro e Inocente

Tem o proverbial remédio,

Barato e sedutor

De levante, o amor recomenda

Confiante:
- Vai pianinho, cuida dela,

com toques de pena de ave,

bem suave...

Pode ser de pavão ou de canário,

bem amarela

E mesmo que ventania surja,

de rompante,

nada tem de importante ou demolidor…

é ciúme do Adamastor

Tem modos de bruto e  artes de astuto

Mas apenas precisa de lume,

Para regressar às ternuras do costume

 

E lá vem a barca bela...

Saudosa,

Vai por ela, vai por ela

Formosa

Traz o amor à janela

 

 

 

 



meiadesfeita meiadesfeita às 17:27
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